Sessão Cinéfila

Amour e a totalidade do amar 

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Amour, amor, love… Tantas palavras com o mesmo significado e em qualquer parte do mundo o sentimento é sempre o mesmo. Em Amour, estrelado por Georges (Jean-Louis Trintignant) e Anne (Emmanuelle Riva), ele ganha ainda mais dimensão aos olhos de Michael Haneke. O diretor que em todos os seus filmes parece conseguir fazer um close em determinado assunto e nos deixar, ali, vidrados, quase que hipnotizados pela forma gentil de contar a história. Seus filmes são silenciosos, então as imagens tomam o lugar das falas, quem fala é o gesto e não a boca. Quem mente são os olhos que se move entregando a mente.

A primeira vez que assisti ‘Amour’ fiquei chocada, não pude compreender a totalidade do amor envolvido e que o questionamento da imortalidade é algo em vão. Há coisas que são inevitáveis e estar preparado a elas é a melhor forma de nos prepararmos para agirmos da forma correta.

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Esse filme é uma obra de humanização e alguns ~ invejosos desacreditados dirão que isso é irreal ~ viver com alguém até fico velhinho? Capaz! Isso porque a nossa sociedade é tão desapegada a tudo. Tudo é passível de troca. Amor existe, espero. E que existe em SP, no Brasil e no mundo. O inexistente é a paciência para respeitar as diferenças, saber lidar com os defeitos. Parece que vivemos em uma grande vitrine de supermercado. Não está feliz? troca. Pessoas viraram moedas. Mas esse filme te dá uma certa esperança de que o amor existe e ele em toda a sua totalidade.

Sim, ele é triste e cheio de questionamentos. Ele é em partes duro e te choca, mas talvez ao final você fique com o mesmo sentimento que eu fiquei: as atitudes tomadas são a maior prova de amor que alguém poderia ter por outra pessoa, um sentimento de cuidado como você teria a si próprio.

 

Trailer:

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