Críticas

Resenha – Joy: O Nome do Sucesso

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Joy: O Nome do Sucesso é dirigido por David O. Russell (Trapaça, O Lado Bom da Vida) é um filme raso que não se aprofunda em nenhum dos campos que aborda. Na comédia ele é um pouco tímido; no drama, superficial demais, flerta constantemente com a emoção na tentativa de te sensibilizar, mas no fim torna-se piegas e previsível, cheio de estereótipos e personagens tão caracterizados que em dez minutos de filme, você já é capaz de prever o seu desfecho. O filme acompanha a história verídica de Joy Mangano (Jennifer Lawrence) contada aos olhos de sua avó Mimi (Diane Ladd) pelo menos na teoria, por que na prática enxerga-se mais a visão de Joy sobre sua própria vida, do que sua avó relatando. Desde criança a garota apresentava traços de um futuro promissor, mas a curiosidade, seus sonhos e anseios acabam morrendo junto com a separação de seus pais, posteriormente um casamento fracassado e a vinda de filhos (filhos esses que não entendi porque um deles não aparece o filme inteiro). Joy-2015-jennifer-lawrence-citacoes-cinefilas Joy é uma mulher que carrega sua família nas costas (fator que poderia ter sido mais e melhor explorado). Sua mãe com problemas em encarar a realidade, espelha sua vida em uma novela; seu pai com problemas de relacionamento sempre retorna ao conforto do lar da filha; e seu ex-marido (tipico estereótipo latino americano), é um venezuelano que não gosta de trabalhar e tenta uma carreira como cantor, morando no porão da casa de sua ex-mulher. Entre passado e futuro de Joy e o questionamento de sua vida, a história se arrastada interminavelmente. Apesar de contar muitos detalhes, esses detalhes se perdem, porque muita coisa é mal contada ou digamos ‘maquiada’ para você refletir e se emocionar. Como por exemplo a mudança de emprego, as oportunidades pelo caminho, ou as cenas desnecessárias de sua avó, que no final ela não faz a menor diferença, porque o seu papel inicial é totalmente descartado e suas aparições são raras. filme-joy-jennifer-lawrence-bradley-copper-citacoes-cinefilas Sem contar com o fato de que figurinha repetida não completa álbum. Eu entendo que muitos casais do cinema são uma fórmula perfeita para o sucesso e alguns diretores possuem seus atores ‘queridinhos’, mas de novo a dupla Bradley Cooper (Neil) e Jennifer Lawrence (Joy)? Parece que estamos vendo um replay sem fim do mesmo roteiro, dos mesmos personagens nos filmes de David O. Russel, como foi com Trapaça e O Lado Bom da Vida, a fórmula é a mesma. Por fim, é meio clichê dizer que o cinema Hollywoodiano é ruim, mas ele é. Há algumas exceções sim e também quando você busca um entretenimento barato ele é perfeito, então é uma questão de gosto e um paladar apreciativo. Mas confessamos que é muito irritante essa necessidade de se fazer tudo a todo custo: emocionar a todo custo, fazer rir a todo custo, tudo é tão extremo que acaba soando falso. Alguns roteiros poderiam ser salvos do boçal, se eles não tivessem sidos incluídos em Hollywood. Joy é um deles. Ficha Técnica: Título Original: Joy Ano Produção: 2015 Direção: David O. Russel Estreia: 21 de Janeiro 2016 Duração: 124 minutos Gênero: Biografia Comédia Drama País: EUA

Confira o trailer de Joy: O Nome do Sucesso

 

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