Sessão Cinéfila

Os melhores filmes de Darren Aronofsky

aronofsky-black-swan-natalie-portman

Talvez, assim de nome, você não saiba quem é Darren Aronofsky. O Nova Yorkino que completa hoje, 12 de Fevereiro, 47 anos de idade. Mas se eu citar Réquiem para um Sonho (2000), O Lutador (2008) e Cisne Negro (2010) uma lembrança virá a sua mente. Seja pela sua genialidade, seja pela sua loucura, seja pelas cenas fortes ou pela proposta de seus filmes.

Sem dúvida, ele está na lista dos melhores diretores do cinema atual. Ele possui um estilo todo próprio, que lembra bastante Lars Von Trier e Gaspar Nóe. Diretores que possuem ousadia de fazer um cinema novo, real e impactante. E para entender melhor o que faz de Aronofsky um grande diretor, listamos os seus melhores filmes, em uma sessão especial de Vale a Pena Ver de Novo.

Réquiem para um Sonho (Requiem for a Dream, 2000) – Darren Aronofsky

requiem-for-a-dream-jared-leto

Réquiem é uma prece feito para os mortos. E apesar de estarem vivos todos os personagens do filme, eles estão cavando a própria sepultura. Não há limites, não há regras, apenas desejos e loucuras. Sonhos permeiam o casal Harry Goldfarb (Jared Leto) e Marion Silver (Jennifer Connely). Sonhos apaixonados que se perdem em meio as drogas e ambições. Mas os distúrbios sócio-psicologicos também afetam a mãe de Harry, Sara (Ellen Burstyn), viciada em programas de TV, vive um mundo paralelo entre realidade e ficção. Após ser convidada para participar de seu programa de TV favorito, começa a se dopar de pílulas de emagrecimento para conseguir vestir um vestido, o que a torna cada vez mais dependente do medicamento.

requiem-for-a-dream

O filme é dividido em etapas: verão, outono e inverno. O verão é o ápice da felicidade e o inverno a devastação total. As drogas que inicialmente pareciam inofensivas, tornam-se destruidores, a ponto de degradação e doenças mentais. Só que não é mais um assunto recorrente de drogas, Aronofsky consegue em Réquiem aprofundar o assunto e mostra a obsessão humana diante da necessidade de preencher vazios. Ao final fica aquela ‘lição de moral’ discreta, que é muito mais chocante, do que direta e explícita.


Cisne Negro (Black Swan, 2010) – Darren Aronofsky

black-swan-natalie-portman

Cisne Negro é um thriller psicológico de tirar o fôlego que tem como protagonista Natalie Portman. E seguirá o mesmo estilo de Réquiem para um Sonho nos pontos de brincar com o psicológico. Trará diversas referências de Freud e psicanálise flertando constantemente com as tensões internas.

A sua história em si é algo simples, mas a sua essência é o que o torna tão incrível. Nina (Natalie Portman) é uma bailarina que ganha o papel principal na peça “Cisne Negro”. Uma princesa que se transforma em cisne branco e preciso do amor sincero de um príncipe para retornar à vida humana. Porém, o príncipe enfeitiça-se pelo Cisne Negro e seu jogo de sedução. O que faz com que o cisne branco suicide-se representando o amor idealizado.

Natlie-Portman_BlackSwan_
Nina é completamente apta para vivenciar o cisne branco, imatura, infantil, com uma vida completamente controlada pela mãe, mas para vivenciar o cisne negro, terá que encontrar dentro de si um outro lado, “obscuro” para representar o papel por inteiro. A culpa e ódio então começa a tomar conta de si. Descobrimos que Nina é esquizofrênica e que ela terá que partilhar de ambas personalidades e encarar as consequências de suas escolhas. É um filme que desperta muitos sentimentos internos, ele é rasgado, te deixa perturbado com sua dualidade entre egos. Com um desfecho nada convencional e uma atuação impecável de Natalie Portman, vale a pena ver de novo.

Posts Relacionados