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Resenha I Estocolmo Identidade Perdida – Série Original Netflix

A Netflix tem investido bastante em série de outras nacionalidades fora do polo americano: Marseille, a ótima série francesa. A intensa série britânica, The Crown. O Brasil que também configurou esse quadro com 3%. E agora, mais uma ótima produção original, de origem argentina, Estocolmo. E que série!

Ainda pouco conhecida do público Netflixiano, tenho certeza que logo ela ganhará popularidade pela sua excelente qualidade e trama bem amarrada. Trabalhada através de Flashbacks, iremos acompanhar uma jornalista, Rosario Santa Cruz (Juana Viale), um procurador de caráter duvidoso, Franco (Luciano Cáceres), um meio irmão infiltrado Gonzalo ou mais conhecido como agente H (Esteban Lamothe). Todos possuem como objetivo principal liquidar uma rede de tráfico humano. Mas descobriremos que esse acabará sendo um interesse secundário, e que os envolvidos revelarão mais segredos do que do que os vistos em primeiro momento.

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O nome da série refere-se à “Síndrome de Estocolmo”, na qual uma pessoa, submetida a um tempo prolongado de intimidação, passa a ter simpatia e até apaixona-se pela vítima ou agressor ou qualquer perfil que se encaixe nesse quadro. A série irá mostrar mais de um caso de envolvimento nesse sentido, de forma bastante intensa e bem construída.

Entre heróis e bandidos, descobrimos que não existe lado nesse jogo. Se você gosta de tensão, a série não irá decepcionar em nada. Ela só aumenta a cada episódio, com a revelação de um novo fato e de um novo envolvimento, passado ou futuro, muitas respostas vêm à tona, entre os dois tempos. E essa adrenalina é sentida desde o primeiro episódio e fica impossível você resistir ao próximo. É uma espécie de caça de gato e rato, onde quem esconde melhor os seus segredos e possui mais alinhados, ganhará o jogo.

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Ficha Técnica – Estocolmo Identidade Perdida

Título Original: Estocolmo identidad perdida
Ano: 2016
Estreia: 11 de Novembro
Classificação: Drama Romance
País de Origem: Argentina

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  • Aloisio

    Vi a primeira temporada no Netflix… Não deu para dizer que foi excelente série. Dizem que haverá a segunda; uma terceira pode ficar enfadonha. Tomara que o autor saiba dar desfecho satisfatório. A produção caprichou na fotografia e na trilha sonora. Geralmente produções latinas não se esmeram nesses temas. Ficam no meio da caminho… A própria rede do tráfico humano não foi esmiuçada… Concentrou-se na quadrilha local. Há espaço para ser uma obra-prima porque foi dito que há ramificações internacionais; dá margem para criatividade. Não deve ficar concentrada na Argentina. O caráter do procurador Franco é bastante duvidoso e destemperado. Tomara que seja jogada dele para se infiltrar na rede. Só não vale a produção vir a público dizer que foi cancelada por motivo de baixa audiência.Ou falta de grana. Seria falta de respeito com o público…