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Resenha | La La Land: Cantando Estações

Não consigo imaginar La La Land: Cantando Estações sem ser ao som de um piano ao fundo e uma canção o embalando. Uma bela  fotografia, o melhor do cinema musical, uma referência ao clássico e um plano sequência que não perde nenhum detalhe para o corte. É impossível não assisti-lo sem o suspiro leve de vê-lo e principalmente senti-lo. É um filme que te transporta para um momento único, onde os sonhos e a beleza te abrem o mundo e te faz sair do cinema curvando-se ao encantamento. 

Novamente o cinema de Damien Chazelle é embalado pelo Jazz. Ele que já havia trazido a urgência em Whiplash, para que o Jazz não morra, mostra novamente a sua paixão pela música através de Sebastian (Ryan Gosling). Músico, possui o grande sonho de ter seu próprio clube de Jazz na grande Los Angeles.

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A mesma Los Angeles em que Mia (Emma Stones) sonha em se tornar uma grande atriz. A cidade que é um grande palco, para tantos sonhos e desejos de sucesso e fama. Em Hollywood tudo vai além do glamour e da fama e nesse ponto que o filme ganha o seu primeiro mérito, sem fazer do palco o grande palco, mas mostrar a simplicidade de algo que no desenrolar se torna grandioso, sem necessariamente beirar a todo momento o estupefato.

La La Land se distancia dos musicais atuais – e talvez por isso seja tão bom – traz  a essência do cinema clássico, dos musicais dos anos 40, dos sapateados de Fred Astaire, que aos pés de Ryan Gosling ganham cenas de imensa beleza. Nas referências a Cantando na Chuva (1952) de Stanley Donen e Gene Kelly.

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É mais que uma homenagem ao cinema, é uma reinvenção, que une o clássico ao moderno. O seu roteiro é completamente pautado na nossa realidade. O romantismo é completamente aceitável, mesmo que muitas vezes ele pareça um pouco melancólico. Não há a fantasia irreal, mas sim o palpável, diante de todas as suas dores e alegrias.

Tudo se encaixa em perfeita harmonia, a música dá espaço quando a fala não consegue exprimir determinados sentimentos e ela estará presente nos momentos pontuais. Isso já é um alívio aos “anti-musiciais”, que se embrutecem com o excesso de canções e pouco roteiro. Nesse ponto, o filme é um acerto magistral.

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Não é por menos que é um filme tão comentado desde o ano passado. Ele é simplesmente magnifico. Consegue unir roteiro, direção, trilha sonora, fotografia, elenco, todos os elementos técnicos e visuais para a criação de um filme memorável. E ao final, você deixa a sala de cinema com um sorriso no canto da boca – mesmo que depois de algumas lágrimas corridas – porque em tempos difíceis de sonhar, ele nos pega pela mão e nos dá um suspiro de esperança, tanto em questões de sonhos, quanto em questões de um cinema belo de se ver.

 

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Trailer | La La Land: Cantando Estações

FICHA TÉCNICA:

Título original: La la Land
Direção: Damien Chazelle
Roteiro: Damien Chazelle
Elenco: Emma Stone, Ryan Gosling
Distribuição: Paris Filmes
Data de estreia: 12/01/17
País de Origem: Estados Unidos
Gênero: Romance Drama Musical
Ano de produção: 2016

 

 

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