Resenhas

Resenha | The Discovery, 2017

A Netflix assumiu de vez a responsabilidade da produção de longas metragens, além das suas já cultuadas séries. O que é ótimo. Pois em termos técnicos os filmes são excelentes e quando se trata de roteiro o mesmo se repete – com breves exceções dos eternos filmes com Adam Sandler, que ai nem a Netflix salva . Mesmo em meio a tantas críticas ruins (aos longas do canal de streaming como um todo), The Discovery é um ponto fora da curva quando se trata de um assunto comum – vida após a morte, por trazer uma perspectiva distinta dos infinitos filmes sobre o assunto.

O filme estreou na Sexta-feira, 31 e foi uma bela surpresa. Logo na estreia já subiu aquela notificação de sugestão e como as sugestões são sempre algo completamente fora do teu perfil e as sinopses pouco ajudam, resolvi arriscar por conta do tema tratado e agora sinto a necessidade desesperadora de indicá-lo. Me roubou algumas horas pós créditos finais, com toda a sua reflexão sobre o assunto e uma forma de ver esse “outro lado” de uma forma completamente distinta.

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Um cientista, Thomas Harbor (Robert Redford) passa boa parte de sua vida tentando comprovar a existência da vida após a morte. Até que, cientificamente, ele consegue comprová-la, desencadeado uma onda de suicídios ao redor do mundo. Se isentando de total responsabilidade diante dos suicídios, o seu filho Will (Jason Segel), um médico um tanto cético retoma a casa de seu pai para impedi-lo de avançar em tais pesquisas. Mas é então quando ele encontra uma mulher marcada por eventos trágicos e ambos mergulham em algo muito maior.

Você já deve imaginar algo bem clichê envolvido nessa trama, mas isso acaba por ser tão segundo plano que não interrompe em nada o foco principal. A grande questão está em: porque se suicidar sem saber de fato o que há do outro lado? Será que a vida é algo tão pequena para ser encerrada diante de uma possibilidade incerta? E leva a questões ainda mais profundas em relação a nossa existência aqui e o que de fato ela significa, isso é, se existe, de fato, algum significado com uma resposta clara e objetiva. 

É um filme que se isenta completamente de religiões. Tudo é tratado em pontos científicos. Então, não espero ver algo relacionado a céu, inferno, Deus e diabo. Não. Apenas estudos, ideias e muitas ideias. Em alguns pontos sentimos falta de um envolvimento maior entre os personagens, que se esforçam para serem mais carismáticos, mas se retirasse todo o elenco e deixasse apenas a ideia também estaria perfeito. Enxergue o seu macro e não o seu micro. O interessante está nas entrelinhas dos detalhes, não no comum.

Trailer – The Discovery

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