Sessão Cinéfila

Críticas Sessão Cinéfila

Laço Materno, 2020 | Netflix

Laço Materno é mais que um filme de drama que emociona e choca, ele é desconfortável, subversivo e baseado em fatos. Talvez isso o torne um pouco ainda mais duro, na mesma proporção que bom, explorando muito bem paradoxos familiares.  Recém-chegado a Netflix, ele traz Masami Nagasawa (Your Name), no papel de Akiko. Mãe solteira, que nos primeiros contatos parece ser alguém leve e divertida. Mas essa primeira impressão logo se subverte, quando em uma pequena reunião familiar é levantado…

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Domingo Deprê Sessão Cinéfila

(500) Dias com Ela – Summer não é vadia. Apenas sincera.

Assisti (500) Dias com Ela algumas vezes, talvez até mais do que eu gostaria. E sempre ouso dizer “Summer é uma vadia”. Na verdade, não. O filme só se baseia no ponto de vista de Tom, talvez por isso seja mais fácil julgar Summer. Mas as vezes podemos ser Tom (Joseph Gordon-Levitt) ou Summer (Zooey Deschanel) em um relacionamento. Ou até os dois. É fácil simpatizar por Tom. Um cara sensível, bacana, carente. Que parece estar permanentemente dizendo “me leve…

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Domingo Deprê Sessão Cinéfila

HER – você se apaixonaria por um sistema operacional?

Depois de uma noite regada a vinho e sentimentalismo, fui re-assistir HER. Foi a melhor e a pior escolha para o momento. Joaquin Phoenix como Theodore parece ser a materialização de um homem perfeito, mas não é. Comecei a reparar que os bons filmes, sempre deixam vestígios para vermos a verdade, basta estarmos dispostos a enxergar.  Na cena em que a sua ex, Catherine, confessa que Theo a pressionou para tomar remédio antidepressivos por conta de seus altos e baixos…

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Domingo Deprê Sessão Cinéfila

Geração Prozac, 2001. Um filme atemporal.

Procurando o que assistir na TV, me deparei com Geração Prozac. Um filme que apesar de ser de 2001, é muito atual em 2020. É baseado no livro autobiográfico homônimo “Prozac Nation” de Elizabeth Wurtzel.   Em um breve resumo, Elizabeth (Christina Ricci) é uma adolescente que acaba de ser aceita em Harvard com uma bolsa de estudo em jornalismo. Possui uma vida familiar conturbada, pais divorciados e com uma péssima relação. Ela leva ao pé da letra o modo “sexo,…

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Boys (Jongens, 2014) – Mischa Kamp

Boys demorou muito para chegar aos cinemas brasileiros. Foram necessários dois – longos – anos de espera, para que por aqui, também pudéssemos apreciar toda beleza visto aos olhos gentis da diretora Misha Kamp.  O filme conta a história de dois garotos que estão descobrindo a sexualidade. Sieger (Gijs Blom) tem 15 anos de idade e está em fase de treinamento no time de atletismo do colégio. Mas toda a sua rotina mudará com a chegada de Marc (Ko Zandvliet). Ambos…

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Depois de Lúcia (Después de Lucía, 2012) – Michel Franco

Depois de Lúcia é um filme difícil de se resenhar, mas muito fácil de qualificar. Uma leve confusão acontece em identificar quem é o personagem principal ou até mesmo, qual o drama principal. E talvez esteja aí o seu efeito surpreendente e cativante, e ao mesmo tempo, confuso e tão difícil de falar sobre. Te choca do início ao fim e um fim que talvez você não esperasse. Pelo menos não da forma que ele acontece.  Muitas questões rodeiam esse…

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‘Azul é a cor mais quente’: Uma percepção distorcida que se inicia pela tradução do título

Todo sentimento e vestígio que envolve esse filme estão diretamente ligados, primeiramente, a tradução equivocada de seu título original para o português, perdendo toda a sua essência e partindo diretamente para o fator sexual. A dificuldade de desprendimento desse detalhe, fará com que todo o filme seja pautado puramente por um casal de homossexuais. E “A Vida de Adèle”ou “Azul é a Cor Mais Quente”, como preferir, é um filme muito além do que apenas sexo entre duas mulheres. O título original…

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