Críticas Seriemaniacos

‘How To Get Away With Murder’ – O incrível fim desse drama

Essa semana chegou ao fim uma das melhores séries dos últimos anos, How To Get Away With Murder. Durante seis temporadas acompanhamos as diversas lutas de Annalise Keating (Viola Davis), Bonnie (Liza Weil), Frank (Charlie Weber), Laurel (Karla Souza), Asher (Matt McGorry), Michaela (Aja Naomi King), Connor (Jack Falahee), Oliver (Conrad Ricamora) e Nate (Billy Brown).

E quando digo lutas, estou falando tanto das físicas, quanto das emocionais. Suas histórias foram rodeadas de abusos, violências, mentiras, mortes, culpas, conquistas, alegrias, confianças (ou desconfianças), certezas e amor, tanto em suas vidas pessoais, quanto em suas vidas profissionais. 

Aqui no Citações Cinéfilas já falamos sobre essa série. Ela não foi perfeita, nenhuma série com muitas temporadas é. Mas é só no fim que entendemos diversos pontos dessa história. Alguns acontecimentos esperados são enfim endereçados e alguns assuntos são melhor explorados, como o autoconhecimento e autoaceitação.

De falhas, enxergo que alguns personagens com o tempo acabaram se tornando chatos e repetitivos, como foi o caso do Nate, falando da morte do pai, Laurel com seu sumiço e Gabriel Maddox com sua busca por respostas, além de Michaela com sua imaturidade e falta de sinceridade.

Shonda Rhimes no papel de produtora executiva soube trazer para a série a representação de mulheres fortes e ambiciosas. Mas não só isso, elas também são tristes, sensíveis, zangadas, talentosas, fortes, assustadas e exaustas, parafraseando a própria Annalise.

Muitas protagonistas, outras antagonistas, coadjuvantes ou com pequenas participações. O importante aqui é que a série trouxe uma grande representatividade às mulheres (brancas, negras, heterossexuais, bissexuais, homossexuais, ricas, pobres, jovens, velhas – e uma menção honrosa à atriz Cicely Tyson, que interpretou a mãe de A.K.).

Ela nos lembra repetidamente que não precisamos ser “salvas” por um herói, um homem, um galã imposto pela cultura atual. How To Get Away With Murder quebra esse padrão em todos os sentidos: nas relações, manipulações e manobras; e não fomos apresentados a um único herói, fomos apresentados a diversas pessoas, diferentes seres humanos, sem necessidade de estereótipos.

How To Get Away With Murder chega ao fim na sua Sexta temporada

Official Trailer – Season 6 – How To Get Away With Murder (HTGAWM)


Falando especificamente do último episódio, o drama não poderia ter terminado de maneira melhor. Tensões foram construídas ao longo da temporada e levaram à hipóteses incertas e questionamentos inquietos; e no final, o inimaginável aconteceu. Ressaltando ainda os discursos emocionantes, vindos não só de Annalise Keating, mas também de Eve (Framke Janssen), além de atuações espetaculares.

Os espectadores não tiveram necessariamente todas as respostas de forma direta, muitos temas ficaram subentendidos ou à mercê das interpretações de cada um. Mas entre risadas, lágrimas de alegria, de tristeza, raiva, surpresas, choques, arrepios, suspiros aliviados e um sentimento de saudade, How To Get Away With Murder terminou exatamente aonde começou: em uma sala de faculdade de direito, conquistando nossos corações.

Posts Relacionados

%d blogueiros gostam disto: